Quarta-feira, 4 de Julho de 2007

Crítica - Concerto de Custodio Castelo e Margarida Guerreiro em Castelo Branco

Margarida Guerreiro e Custódio Castelo encantaram albicastrenses
Jardins do Governo Civil - Castelo Branco- 21/06/2007

Terminou em verdadeira apoteose, o serão musical que no passado dia 21, teve lugar no jardim do Governo Civil de Castelo Branco. Custódio Castelo, à guitarra portuguesa, modelo coimbrão, Carlos Menezes, no contrabaixo e Miguel Carvalhinho, na viola de 12 cordas, a que se juntou a voz da fadista Margarida Guerreiro, protagonizaram um espectáculo em que, durante hora e meia, se assistiu ao desfilar de talentos prodigiosos, cuja capacidade criativa se reflectia em todos os elementos do conjunto, o que só foi possível graças à excelente técnica de cada um dos componentes. Custódio Castelo transcendeu tudo quanto se esperava, pela forma inteligente e talentosa como improvisa e como tira a vulgaridade a temas tão divulgados como "Mãe Preta" e "O Fado Chora-se bem", ambos de Amália Rodrigues e ainda "De Quem eu Gosto" onde há arranjos inovadores, em métrica e tempos diferentes dos habituais, o que revela uma faceta original, dando ensejo a que a jovem Margarida Guerreiro se exteriorizasse ao longo de todo o concerto, com sua natural boa disposição, suplantando ao vivo, a sua já reconhecida qualidade de cantora de eleição.

Os instrumentais, de início, mimosearam-nos com música erudita. Margarida Guerreiro contrapôs com expressivos cantares regionais, de Arlindo de Carvalho e "Saudade", uma toada caboverdiana, de puro dialecto crioulo.

A fadista pediu, por várias vezes, contenção nas manifestações de aplauso do público, sobretudo durante os vários instrumentais em que as cordas, emocionantes, nos "crescendos", se debatiam contra o virtuosismo da cantora, com alguns registos líricos, que se casavam, na perfeição, com a vigorosa e vibrante música de cordas que corporizara um espectáculo para um público que, não obstante o frio, não arredou pé, ficando rendido ao carisma dos artistas e à magia sedutora de um concerto onde se expressou bem o modernismo e a frescura, postos em temas até agora considerados clássicos.

Margarida Guerreiro tem uma excelente dicção, aliada a um timbre de voz deveras agradável. Destaque também para o à-vontade com que Custódio Castelo se moveu nos diferentes tipos de canções e de compositores, dando-nos a conhecer um elogiável trabalho de profundidade musical, de competência e de profissionalismo. Foi, mesmo um excelente concerto. Tragam-nos de volta, pois eles merecem voltar a tocar em Castelo Branco.
Fabião Baptista (Jornal A reconquista)

publicado por ellveds às 00:54
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